28 de Março de 2017
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Colecções

O Palácio Nacional da Ajuda integra importantes colecções de artes decorativas datadas do século XV ao século XX. São de salientar os núcleos dos séculos XVIII e XIX: ourivesaria, joalharia, têxteis, mobiliário, vidro e cerâmica, bem como as colecções de pintura, gravura, escultura e fotografia. 
De forma a manter a autenticidade das salas do Palácio, e também por questões de segurança, muitas das peças integrantes das coleções não se encontram expostas ao público. Por essa razão, faz  parte da programação do Palácio promover exposições temporárias onde se vão mostrando as peças guardadas em reserva.

Para um conhecimento mais extenso e aprofundado das nossas colecções encontra-se disponível o MatrizNet, interface on-line da base de dados Matriz, que disponibiliza informação através de textos, imagem, vídeo e som sobre as colecções dos museus e palácios tutelados pelo Instituto dos Museus e da Conservação.

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Lista de Conteúdos

  • A cerâmica tem um papel de relevo nas artes decorativas expostas no Palácio Nacional da Ajuda, cujo acervo incorpora c. 17.000 peças em porcelana, faiança e grês. De forma a manter a autenticidade das salas do Palácio, estas peças não se encontram, na sua maioria, expostas ao público. Faz parte da programação do Palácio promover exposições temporárias onde se vão mostrando as peças guardadas em reserva.
    De fabrico europeu ou oriental, com funções utilitárias ou decorativas, a cerâmica marcou o quotidiano da casa real onde se cruzavam peças provenientes das colecções da Coroa, especialmente porcelana chinesa de exportação, presentes diplomáticos e cerâmicas europeias, na maioria alemãs ou francesas, adquiridas aos melhores fornecedores.
    Testemunho do tempo e do gosto da rainha, a Sala de Saxe exibe uma profusão de porcelana da manufactura de Meissen, do mobiliário às estatuetas, eco inegável dos gabinetes de porcelana setecentistas.
    Representativa das correntes estilísticas e das novidades técnicas de Oitocentos, a colecção de cerâmica inclui exemplares datados do séc. XVI ao início do séc. XX.
  • A colecção de escultura do Palácio Nacional da Ajuda integra cerca de quatrocentas obras, produzidas na maioria entre a primeira metade do século XIX e a segunda década do século XX.
    Deste acervo fazem parte obras em mármore, bronze, madeira, marfim e gesso, onde se revêem as escolas italiana, portuguesa e francesa.
    Os valores escultóricos apresentados vinculam-se a um paradigma oitocentista, que oscila entre o neoclassicismo, romantismo, naturalismo e realismo com laivos de modernidade.
  • Emblemática pela variedade de autores e espécies reunidas, é uma colecção cujo percurso permite traçar a história da fotografia em Portugal. Integra múltiplas tipologias, desde as albuminas, ao cienotipo, daguérrotipo, fotogravura, miniaturas, chapas de vidro, espécies pintadas, ampliadas, em álbuns, etc., com inúmeros formatos e tipos de suporte – cartão, porcelana, tecido, esmalte, etc.
    Embora com uma grande percentagem por assinar, entre as muitas peças da colecção estão representados mais de 300 fotógrafos. Em Portugal destacam-se A. Fillon, A. Bobone, Novaes, Camacho, C. Relvas, Cifka, E. Biel, F. A. Gomes, Fritz, H. Nunes, bem como vários membros da família real. Dos estrangeiros, Nadar, Disdéri, Chanaz, Le Lieure, J. Laurent, Montabone, Numa Blanc, M. Balde, Otto e Reutlinger, entre tantos outros.

  • A colecção de joalharia caracteriza-se por uma grande diversidade de tipologias e proveniências de finais do século XVII a finais do século XIX. Por questões de segurança, e de autenticidade dos interiores do palácio, a maioria das peças de joalharia não se encontra, por enquanto, exposta ao público.
    Dentro desta colecção distinguem-se dois grandes núcleos:
    As Jóias da Coroa, também designadas por Jóias de grande aparato da Casa Real, constituído por peças predominantemente do século XVIII e de produção nacional. É um conjunto heterogéneo, pela diversidade de tipologias que abarca, apresentando no entanto, como característica comum, a excelência dos materiais e mestria técnica e artística. Incluem-se neste núcleo as jóias de adorno, as armas que complementam os uniformes de gala, um conjunto de sumptuosas insígnias honoríficas, nacionais e estrangeiras e ainda alguns materiais mineralógicos em bruto, provenientes das explorações auríferas e diamantíferas brasileiras.
    O segundo núcleo, designado por Jóias do Quotidiano é constituído por várias tipologias de adorno para uso corrente, no qual prevalecem os exemplares oitocentistas, originários das oficinas nacionais, mas também das francesas e das italianas.
  • Esta colecção reúne um vasto e heterogéneo acervo de peças de carácter utilitário e decorativo, na sua maioria, oitocentistas. Integra objectos de estrito uso doméstico, bem como objectos decorativos de apurado requinte e qualidade técnica, executados com ligas de bronze, latão e cobre, entre outras. Estes metais são frequentemente aliados a outros materiais de que são exemplo os esmaltes, as pedras duras ou mesmo o ouro e a prata. A proveniência é sobretudo europeia, destacando-se os bronzes decorativos franceses. É uma colecção representativa dos revivalismos históricos e da influência do orientalismo nas artes decorativas, testemunhando igualmente a crescente industrialização na arte de trabalhar os metais durante o século XIX.
  • Reunido pela casa real ao longo da 2ª metade do século XIX, o conjunto de mobiliário do Paço da Ajuda, é hoje, tal como outrora, um espelho das colecções europeias suas congéneres. Continuamente enriquecida num período próspero, e no qual se deu o apogeu da cópia, a colecção exemplifica o eclectismo da época: múltiplos estilos europeus mesclados com influências orientais, exóticas e naturalistas. O gosto pelos contrastes, aliado à exigência do conforto e da funcionalidade dos móveis, é notório nesta colecção de autores portugueses e estrangeiros, entre outros: Leandro Braga, Sormani, Lelarge, I. Lebas, C. Chevigny, Giroux, Quignon, Boudet, M. Krieger e Escalier de Cristal. Cerca de 80% da colecção encontra-se nos ambientes criados pela família real, em disposição assegurada por critérios históricos.
  • A colecção de ourivesaria integra uma grande diversidade de tipologias e proveniências, datáveis do século XIV a inícios do século XX. Por questões de segurança, a maioria das peças de ourivesaria não se encontra, por enquanto, exposta ao público.
    Distinguem-se na sua constituição três núcleos: pratas da coroa, ourivesaria religiosa e pratas decorativas e utilitárias.
    O núcleo das pratas da coroa reúne peças datadas de entre os séculos XVII e XX. Neste núcleo assumem particular destaque a principal baixela da coroa, dita Baixela Germain, encomendada pelo rei D. José I a François Thomas Germain na segunda metade do século XVIII; bem como prata de aparato da casa real portuguesa, constituída maioritariamente por salvas e gomis de grande valor artístico e de riquíssima iconografia, que testemunham de forma singular a produção artística portuguesa dos séculos XV, XVI e XVIII.
    A ourivesaria religiosa reúne objectos originários na sua maioria dos séculos XVIII e XIX. Integra alfaias de culto religioso utilizadas nas capelas dos paços reais e um conjunto de exemplares que incorporaram os bens da casa real após a extinção das ordens religiosas em 1834.
    O núcleo das pratas decorativas e utilitárias é constituído por objectos relacionados com o quotidiano no Paço da Ajuda, muitos deles adquiridos pela própria rainha D. Maria Pia, no decorrer da segunda metade do século XIX. Alguns destes objectos estão integrados no percurso museológico, de acordo com o critério histórico de reconstituição dos ambientes oitocentistas. Nele se destacam as produções das oficinas nacionais, francesas, inglesas, austríacas e italianas, sendo em termos quantitativos o núcleo mais representativo desta colecção.

  • Colecção constituída por mais de 450 óleos, a que devem acrescentar-se cerca de 880 exemplares, entre aguarelas, desenhos, pastéis e blocos de esboços. Tem na origem peças herdadas das colecções reais, parte das quais integraram o acervo da Galeria de Pintura do Rei D. Luís. Tendo representados pintores portugueses e de diversas escolas europeias, sobretudo dos séculos XVIII e XIX, a colecção oferece uma temática variada, com destaque para o núcleo de pintura áulica.
  • Formada a partir do espólio da antiga Casa Real, a colecção de têxteis é caracterizada por uma grande diversidade de tipologias, técnicas, locais e datas de origem. É constituída por objectos artísticos das antigas colecções reais, datadas dos séculos XVII e XVIII, e por um diversificado conjunto de objectos ligado ao quotidiano da Família Real durante os últimos cerca de 50 anos da Monarquia portuguesa.
    Dos primeiros são exemplos as colecções de tapeçarias europeias setecentistas, de panos de porta e de paramentos da Real Capela, indumentária e peças ornamentais dos séculos XVIII e anteriores.
    No segundo encontram-se peças ligadas às vivências do Paço da Ajuda na segunda metade do século XIX, como roupa de casa em damasco de linho, tapetes, panos de porta, reposteiros ou estofos tecidos e/ou bordados em diferentes técnicas e a paramentaria dos ofícios religiosos.
  • Constituída essencialmente por objectos ligados ao quotidiano da Família Real portuguesa e do Paço da Ajuda na segunda metade de Oitocentos, da colecção de traje destacam-se os dois mantos reais, com importante valor simbólico na sua qualidade de objectos de regalia da Coroa portuguesa. De realçar também os uniformes militares dos reis D. Luís e D. Carlos e dos Príncipes, testemunhos de vivências e factos históricos, alguns documentados iconograficamente.
    A colecção conta ainda com peças de traje civil de D. Luís, de D. Maria Pia e dos príncipes. Entre os objectos de uso da rainha distinguem-se os acessórios de traje, em particular, a interessante colecção de leques.
    Das vivências do palácio é também testemunho o conjunto (incompleto) de traje dos empregados da Casa Real.
  • A colecção de equipamento e utensílios é constituída por peças do espólio da antiga casa real portuguesa e algumas doações, incluindo cerca de 2000 peças de grande diversidade tipológica, com técnicas e proveniências diferentes.
    As peças constantes desta colecção são, na sua maioria, do século XIX, tais como os conjuntos de antigos equipamentos de cozinha da Casa Real, objectos de uso doméstico ligados ao serviço da mesa, estojos de piquenique, de toucador e de pintura, peças utilitárias da categoria “fogo-lareira” (para aquecimento) como salamandras, fogões e acessórios, peças de iluminação, equipamento de fumo, alguns objectos pessoais, entre outros.

  • A colecção de vidro do Palácio Nacional da Ajuda, é constituída por cerca de 12.500 peças, provenientes do espólio da antiga Casa Real. Inclui vidro utilitário, decorativo, luminária e vidraça.
    As peças situam-se, maioritariamente, na segunda metade do século XIX e princípio do século XX, correspondendo ao período que marcou a vivência da rainha D. Maria Pia no Palácio da Ajuda, 1862-1910.
    As suas criteriosas encomendas e o seu particular gosto pelo vidro, reflecte-se nos grandes serviços de mesa, que assumem um lugar de destaque nesta colecção.
    Incorporam exemplos dos principais centros de fabrico e de comércio de vidro desta altura na Europa. Como a Boémia (Moser), Itália (Companhia de Veneza/ Murano, Salviati, Fratelli Toso e M.Q. Testolini), França (Baccarat, Daum, Gallé, Escola de Nancy), Espanha (La Granja e região da Catalunha), Áustria (J&L Lobmeyr), Inglaterra (Thomas Webb & Sons), Alemanha e Portugal.
    Constituídos essencialmente por peças produzidas segundo a técnica do sopro, ilustram as principais tendências da época, nomeadamente os estilos, germânico, “islamista” ,”façon Venise”, “façon d´ Angleterre” entre outros.
    A colecção de vidro é ainda enriquecida por elementos decorativos heráldicos, monogramas individuais ou conjuntos do rei D. Luís I e da rainha D. Maria Pia que lhe conferem um carácter singular e único.

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