O rei nunca chegou a ver o álbumD. Luís I
Contudo, a morte do rei quinze dias antes, impediu que este objectivo se cumprisse. Por este motivo, é possível que a execução das aguarelas tenha perdido o seu presumível carácter de urgência e de facto, ainda em Setembro de 1891, Casanova não tinha prontas as que retratavam os interiores da Cidadela de Cascais, sendo que, só em Setembro de 1895, a firma Leitão & Irmão, ourives da Casa Real, apresentava os desenhos para a capa do álbum. Uma vez que a rainha pretendia oferecer o álbum no ano de 1889, deveria ser essa data a figurar na capa do álbum e não a de 1939 que, concluímos, deve ter sido firmada por engano.

D. Maria Pia







O álbum foi com D. Manuel I para Inglaterra e foi readquirido pelo Palácio Nacional da Ajuda em 1989
O álbum de Enrique Casanova foi herdado por D. Carlos e depois por D. Manuel II, que o conservou no Palácio das Necessidades e, após a implantação da República, na sua residência de exílio em Inglaterra. Por morte de D. Manuel II, o álbum ficou na posse da viúva, cujos herdeiros o venderam em leilão, em Junho de 1989, tendo sido, nessa data, adquirido pelo Palácio Nacional da Ajuda, voltando assim ao seu local de origem e fazendo hoje parte das colecções do palácio.

D. Carlos I com os príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel


Sala do Despacho